
A regente norte-americana Karen Kamensek inicia seu primeiro programa junto à Osesp com os ritmos vibrantes de Antrópolis. Escrita por Gabriela Ortiz em 2018, a peça evoca a vida noturna da Cidade do México, mesclando elementos da cúmbia, do mambo e do rock. Na sequência, a sul-coreana Yeol Eum Son traz o Concerto nº 2, que se afasta do sarcasmo sombrio que permeia a música de Shostakovich. A obra foi concebida como presente de aniversário para seu filho Maxim, que a estreou em seu recital de formatura do Conservatório de Moscou. A noite se conclui com o aparentemente contraditório Concerto para orquestra: Bartók faz com que diferentes instrumentos se alternem no papel de solista. Encomendada por Serge Koussevitzky, durante visita ao compositor em um hospital em Nova York, aliviou sua difícil situação econômica. A potência das melodias folclóricas contrasta com a fragilidade da saúde de Bartók, que morreu pouco depois da estreia e não chegou a vivenciar seu próprio sucesso.