
O Coro da Osesp, com seu regente titular Thomas Blunt, encerra a Semana do Meio Ambiente com a estreia mundial de Oirande, encomenda feita a Jocy de Oliveira em homenagem aos seus 90 anos. A obra reflete valores de antigas culturas matriarcais, nas quais havia uma profunda integração do ser humano à natureza. O programa segue com Clemens non Papa, compositor renascentista da escola franco-flamenga. Seu moteto Ego flos campi, escrito a sete vozes, utiliza versos do Cântico de Salomão que evocam a figura de Virgem Maria através de alegorias com a natureza. Ecce beatam lucem, do inglês Jonathan Dove, parte de uma ode de Alessandro Striggio à luz e suas fontes — o sol, a lua, as estrelas e, sobretudo, Deus. A luz é também o tema de Iridescence, da lituana Juste Janulyté. A peça busca traduzir musicalmente o fenômeno da iridescência, que faz com que certas superfícies — como as asas dos beija-flores, por exemplo — mudem de cor conforme o ângulo de observação.