
A artista autodidata Rafael Chavez inaugura “Jardim Flamejante”, sua primeira individual na Casa Triângulo. Com curadoria crítica de Walter Arcela, a mostra reúne pinturas e esculturas que exploram o sertão nordestino como território sensorial, espiritual e político, articulando matéria, memória, cosmologia e corpo.Na mostra, o sertão surge não como cenário, mas como corpo vivo e múltiplo, atravessado por espiritualidade, ancestralidade e pela presença de corpos queer e desviantes, que desafiam estereótipos e normas identitárias. A exposição afirma a relevância de Rafael Chavez na arte contemporânea brasileira, apresentando um “jardim ardente” onde arte, território e cosmologia se unem.