
Partindo da alegoria e da concretude de um corpo que corre (no palco, na rua, no trampo, nas montanhas), o espetáculo lança olhares sobre narrativas que se deslocam em possíveis imaginários latino-americanos.Sustentado por uma encenação arejada, o movimento infinito dos corpos pelo espaço torna-se motor e diapasão de histórias e imagens, nos quais o “corre” se configura como trabalho, deslocamento, coletividade, transcendência, festa, dança, fuga e/ou busca. Daqui, olhamos de longe para o norte do México, na tentativa de mirar seu povo originário rarámuri, conhecido por correr e caminhar longas distâncias, a fim de nos perguntar: quem somos nós nessa corrida?