
Em cabeças musicais abertas, não há conflito geracional. Paulo Padilha e Kim Cortada são pai e filho. Neste show, dividem o palco cantando e contando canções que remetem à memória afetiva da dupla, com composições próprias e clássicos da música popular brasileira, que remetem à relação de pai e filho.A troca geracional vem sendo cozinhada há tempos nesse caldeirão que une canções de ninar a batidas de rap, passando pela MPB, samba e forró sem preconceitos e com sutileza.Pai e filho não forçaram a barra para achar um território comum. Há pontos de contato naturais entre os trabalhos, como a força da palavra e o cuidado com os arranjos.