
TRANSCLANDESTINA 3020, de Manauara Clandestina, dá continuidade à pesquisa apresentada pela artista na 36ª Bienal de São Paulo. Com curadoria de Aldones Nino, a exposição reúne têxteis, vídeo, fotografia e objetos em torno da migração entendida como prática de atravessamento, transmutação e construção de redes de cuidado.Tendo o filme TRANSCLANDESTINA 3020 como eixo conceitual, a mostra propõe um exercício de imaginação coletiva que ultrapassa fronteiras geográficas, corporais e simbólicas. A noção de transmutação se materializa em trabalhos que incorporam materiais descartados por meio do upcycling, entendido como gesto político e ferramenta de reorientação de valores. Ao transformar o espaço expositivo em um “Ministério Trans de Imigração”, a artista cria um território simbólico de acolhimento, onde alianças, afetos e práticas coletivas apontam para outras formas possíveis de existência.