
Os acordes que abrem o concerto com Prelúdio e Fuga, de Bach, ganham peso na orquestração de Villa-Lobos que, sem pretender fidelidade ao original, explora na década de 1930 os recursos da orquestra moderna. O programa avança com Hera Hyesang Park que, em sua estreia com a Osesp, interpreta as Quatro canções de Strauss, verdadeiras melodias de amor dedicadas à soprano Pauline de Ahna. Por fim, continuando o ciclo de sinfonias de Mahler, Thierry Fischer apresenta sua leitura da Quarta. Entoando uma canção folclórica, a obra narra a visão do paraíso de uma criança pobre, um final tocante que aborda o universo infantil, associado à pureza do estilo clássico.