
O espetáculo propõe uma encenação imersiva de "Hamlet", ocupando um cinema histórico desativado e incorporando sua arquitetura à dramaturgia. A montagem transforma o edifício em espaço dramático, aproximando público e atores e deslocando a experiência teatral para fora do palco convencional. Nesse contexto, a peça de Shakespeare é apresentada como uma investigação sobre poder, memória, culpa e verdade, em diálogo direto com a ideia de um reino — e de uma cidade — marcado por ruínas e silêncios.Na trama, o príncipe Hamlet, interpretado por Gabriel Leone, enfrenta a morte suspeita do pai, a ascensão do tio ao trono e o colapso das relações familiares e políticas. Ao fingir loucura para revelar um crime de poder, o personagem testa os limites da razão e da consciência. A encenação enfatiza a atualidade do texto de Hamlet, abordando temas como manipulação, corrupção e responsabilidade ética, e convida o público a acompanhar a tragédia como testemunha direta do conflito.