
A quinta individual de Gabriela Albergaria na Vermelho estrutura-se como um gabinete em que sua pesquisa sobre a relação entre o ser humano e a natureza orienta um conjunto de obras atravessadas pela ética do cuidado. Por meio de bordados, desenhos e objetos, a artista desenvolve os conceitos de vulnerabilidade e biocentrismo, refletindo sobre a interdependência entre espécies e a fragilidade das relações que sustentam a vida.O título da exposição faz referência a Húmus, de Raul Brandão, obra que investiga a tensão entre aparência e essência e a condição transitória da matéria. Como em Brandão, o trabalho de Albergaria evidencia processos de transformação contínua, em que o natural e o humano se sobrepõem em um mesmo campo de forças.