Na sua quinta individual na Zipper Galeria, Biastiário: matriz das malícias, Fernando Velázquez aprofunda sua pesquisa com inteligência artificial ao integrar os eixos: opós-humano, o pós-orgânico e o pós-ecológico. O título funde as palavras bias (viés, em inglês) e bestiário — livros medievais que reuniam imagens de criaturas fantásticas usadas como material pedagógico.A mostra propõe um futuro em que biosfera e tecnosfera colapsam, e carne, silício e glitch se tornam indistintos. As imagens, geradas por IA, dialogam com a história da arte esugerem um neoclassicismo reconfigurado, como se fossem vestígios encontrados nas ruínas de uma civilização extinta. Instalada como se fosse uma capela, com imagens cobrindoparedes e teto, a exposição convoca a refletir que novas formas de existência estamosinadvertidamente gerando.