
Com curadoria do professor e poeta Eucanaã Ferraz, a mostra propõe uma imersão na obra do artista paraense, que dialoga com a paisagem amazônica, o cotidiano popular e as transformações sociais. Marcone constrói sua poética a partir de Marabá (PA), articulando elementos populares e contemporâneos. A exposição aborda o conceito de “mundo em trânsito", onde materiais e linguagens se cruzam em constante mutação. A mostra reúne obras de diferentes fases da carreira do artista, destacando séries como Cruzamentos, Páginas, Travessias e Vertebral. Os trabalhos exploram deslocamentos, ausências e reinvenções, com uso de materiais como madeiras de carrocerias e embarcações. As esculturas remetem à força da sucuri, símbolo ancestral da floresta. A Amazônia é apresentada como metáfora do Brasil contemporâneo — múltiplo, fragmentado e resiliente. A arte de Marcone é vista como testemunho sensível das relações entre paisagem, identidade e memória.