
Completando seu percurso pelas sinfonias de Mendelssohn, Thierry Fischer interpreta duas composições estreitamente relacionadas: a abertura As Hébridas e a Sinfonia nº 3. Ambas registram o fascínio do compositor pelas paisagens enevoadas da Escócia, que ele conheceu no curso de uma longa viagem. Com efeito, Mendelssohn estava diante da gruta de Fingal — uma misteriosa caverna marinha formada por lava solidificada — quando esboçou a melodia descendente que inicia a abertura, e para a Sinfonia nº 3 a inspiração veio das ruínas da Capela de Holyrood, em Edimburgo. Entre essas duas peças tempestuosas, ouvimos o ensolarado Concerto para violão de Daniel Freiberg, que será interpretado pelo espanhol Rafael Aguirre, trabalhando a intersecção entre música clássica, jazz e tradições latino-americanas.