
Enraizada em danças populares brasileiras e em vocabulários de movimento muitas vezes marginalizados pelos discursos culturais hegemônicos, a obra coreográfica celebra o encontro e o conflito, misturando danças populares brasileiras, música ao vivo e uma abordagem coletiva e política da dança. É nessa encruzilhada de mundos que a tradição se relaciona ao urbano, o popular ao institucional, o conflito ao aprendizado mútuo.Em tempos marcados pela fragmentação, pela competição e pela privatização da felicidade, mover-se em grupo torna-se tanto um desafio criativo quanto um posicionamento político. A trilha é criada ao vivo, em tempo real, como parte desse trabalho coletivo. Os bailarinos também são músicos – tocam percussões, manipulam texturas eletrônicas e utilizam a voz como instrumento.