
Eleguá é um príncipe muito esperto. Todo mundo tem medo das suas artimanhas e malandrices de moleque. Mas um dia o menino botou o pé na estrada e foi descobrir o mundo… Andou de cidade em cidade. Brincando, pulando e perambulando encontrou lugares e pessoas pra ajudar e ser ajudado. Vivendo sua meninice nas ruas ele cresce, se apaixona, amadurece, ganha corpo e sabedoria ao longo das aventuras. Ele é o mais importante dos orixás da Santeria Cubana. Lá, é representado como uma criança e por isso é muito travesso, zombador e brincalhão. Um membro real da família dos orixás.A história se divide num primeiro momento em narrar a criação do mundo, a partir da visão cosmogônica africana, o nascimento e a relação de Eleguá com sua família e num segundo momento a rua passa a ser o cenário dos acontecimentos e a encenação procura aproximar o mito das crianças e jovens dos dias de hoje utilizando elementos do RAP, do Funk e do Blues, movimentos de expressão cultural e identidade negra, linguagens que nasceram das ruas e são desdobramentos contemporâneos da cultura tradicional. Até mesmo a figura do repentista nordestino aparece como ferramenta da nossa narrativa.