
A exposição apresenta uma seleção de obras de Augusto de Campos derivadas do livro pós poemas (2025), publicado às vésperas de o poeta completar 95 anos. Reunindo trabalhos produzidos ao longo das últimas duas décadas, a mostra propõe uma síntese de sua pesquisa poética e ocupa a Sala Modernista da galeria, em diálogo com a arquitetura de Rino Levi.No espaço expositivo, os poemas se afirmam como experiências visuais e espaciais, em que palavra, cor, som e forma se articulam de maneira indissociável. A leitura deixa de ser linear e passa a exigir uma percepção ativa do público, característica da tradição verbivocovisual do Concretismo. Obras como Vertade (2021) e Esquecer (2017) exploram jogos gráficos, apagamentos e deslocamentos semânticos, convidando à reflexão sobre linguagem, memória e tempo — tema central também do título pós poemas, que evoca tanto o “depois” quanto o resíduo do que permanece.