
Até um carvalho enlouqueceu, exposição coletiva com obras de Bruno Dunley (Brasil), Lais Amaral (Brasil), Marina Rheingantz (Brasil) e Richard Aldrich (Estados Unidos) reúne artistas de contextos distintos cujas práticas compartilham um engajamento com a abstração enquanto processo material, perceptivo e temporal.O título da exposição faz referência ao mito de Orfeu, cuja música era capaz de comover animais, pedras e até árvores, suspendendo distinções entre matéria animada e inanimada. Ali, a força da música não reside na narrativa ou no significado, mas no próprio som, que atua diretamente sobre corpos e substâncias. Nesse contexto, as pinturas de Bruno Dunley testam a instabilidade da forma por meio de tensões cromáticas e hesitações compositivas. Lais Amaral trabalha com acumulação e apagamento, permitindo que as superfícies registrem tempo, pressão e resíduos. Marina Rheingantz constrói campos espaciais que oscilam entre paisagem, memória e abstração. Richard Aldrich aborda a pintura como um lugar de transferência, onde marcas, referências e decisões materiais permanecem provisórias e móveis.